domingo, 20 de abril de 2008

Diário de Bordo - II


(2ª Parte)

Paralelo 30, 20/04/2008, 08:04h

É abril de 2008. Esta vida teima em nos pregar peças e mais peças.
Este ano que parecia pequeno devido a gana de vivê-lo tornou-se insuportável.
As vezes temos o dom de deixar escapar dos dedos a felicidade que parecia tão promissora e palpável.
Hoje a tristeza que abate meu ser cresce como se lhe tivessem adicionado muito, mas muito fermento mesmo e
entre recordações e senões vou tentando entender meus erros. Vou sobrevivendo como bom brasileiro que sou.
Quanto ao amor?
Bom, decidi que há um tempo para amar e um tempo para refletir, que o tempo não volta e que os erros que
cometemos só podem ser perdoados a dois. Então, desisti de tentar.
Como será o segundo semestre? O próximo ano?
Isto eu ainda não sei, espero apenas que passem rápido pois isto aqui está ficando insuportável.

Ah, talvez haja a terceira parte,...rsrs

Diário de Bordo

(1ª Parte)

Paralelo 30, 30/12/2007, 19:32h

Estamos as vésperas de mais um final de ano e se eu tivesse que sintetizar o ano que finda, isto com certeza não seria uma tarefa fácil. Ocorre que foi um ano de metáforas, acontecimentos de caráter abstrato, dúvidas, certezas, conquistas e projetos.
No inverno choveu muito e o verão se apresenta escaldante já em seu início. Contudo, o que realmente fez a diferença não tem a ver com o tempo, com recortes de jornais ou troféus na prateleira.
Este ano teve a ver com as coisas do coração, com encontros e reencontros. Teve constatações felizes e esperanças vindouras. Teve a filha que cresceu e o filho que voltou para ficar. 2007 deixa saudades, mas deixa também projetos, desejos e anseios. Um amor para amar, tarefas para realizar e, 2008 pode até ser pequeno.
Sem dúvidas será um ano e tanto, de entrar para a história.
Espero não estar só e, se Deus permitir, os próximos capítulos deste diário serão escritos a quatro mãos e não mais navegarei a esmo e só.
Que venha 2008. Temos gana de vivê-lo!

(Paralelo 22º13 54.67"S 54º48 06.46"W 2007 um ano de mudanças, de conquistas, de encontros, de realizações... de AMOR. O ano que veio marcar definitivamente minha vida, como um vendaval varreu tudo e deixou limpo para uma vida nova. Uma vida de mãos dadas. 2007 me deu um presente tão maravilhoso e minha história começou a ser escrita agora ao teu lado, tua força minha força, teu amor o meu amor, nós dois juntos, jamais voltaremos a sermos só novamente. Agora estamos juntos e de mãos dadas, e assim vamos seguindo, realizando projetos. Amado meu não estarás mais só, temos um ao outro e uma vida toda pra vivermos juntinhos. Eu te amo imensamente, com toda a força do meu coração e da minha alma. Hoje, ao ler eu chorei de emoção, tuas palavras tão lindas sintetizam o que a gente sente aqui dentro. Meu lindo e amado poeta a ti reverencio por esse poder maravilhoso de escrever e fazer fluir o melhor de cada um que te lê. Feliz 2008 JUNTOS!!!)

SONHO BOM

E eu sonhei que as pessoas perdoavam,
que os amores venciam e sorrisos
brotavam das faces amantes.
Havia um lugar chamado felicidade,
rumávamos de mãos dadas e,
nada nem ninguém ousava
desviar-nos do caminho.
Os erros jaziam no passado,
o futuro ficava sob um arco-íris
e sonhar era possível.
Pena que o relógio despertou
e esta vida obscura cobrou-me
de supetão,
até os erros que eu jamais cometera,...

sábado, 12 de abril de 2008

Papéis e Palavras

Palavras coloridas
Frases floridas.
Orações desmedidas,
Interrogações desprovidas;
Exclamações sentidas,
a povoar o papel.

E no branco inerte e mudo
vai a vida acontecendo.
Passa um rio de sentimentos
e em questão de momentos
vira mar e vai-se ao mundo.

Fica a doce ilusão
noutra folha de papel
esperançosa e audaz.
Dentre tantas, é seleta.
Quer a lua, quer o céu
a brotar das mãos do poeta,...

Numa fusão de segundo,
papel, poeta e refrão
voam soltos, voam juntos,
sorvendo da mesma emoção.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Nietzsche

Ninguém pode construir em teu lugar
as pontes que precisarás passar,
para atravessar o rio da vida

- ninguém, exceto tu, só tu.
Existem, por certo, atalhos sem números,
e pontes, e semideuses que se oferecerão
para levar-te além do rio;
mas isso te custaria a tua própria pessoa;
tu te hipotecarias e te perderias.
Existe no mundo um único caminho
por onde só tu podes passar.
Onde leva? Não perguntes, segue-o.