Já não se encantarão os meus olhos nos teus olhos,
já não se adoçará junto a ti a minha dor.
Mas para onde vá levarei o teu olhar
e para onde caminhes levarás a minha dor.
Fui teu, foste minha. O que mais? Juntos fizemos
uma curva na rota por onde o amor passou.
Fui teu, foste minha. Tu serás daquele que te ame,
daquele que corte na tua chácara o que semeei eu.
Vou-me embora. Estou triste: mas sempre estou triste.
Venho dos teus braços. Não sei para onde vou.
...Do teu coração me diz adeus uma criança.
E eu lhe digo adeus.
Somos um produto ainda em fase de construção, fruto das amizades que temos, do universo que nos rodeia, das lembranças, vivências e sobrevivências.
domingo, 29 de março de 2009
Neruda
quinta-feira, 26 de março de 2009
Geografia
quinta-feira, 19 de março de 2009
Eu te trouxe um versinho

Eu te trouxe um versinho colhido na hora!
Ainda fresquinho e com o
orvalho da noite.
Não tem sabor de palavras difícieis,
nem latim ou esperanto.
Tem o doce da amizade;
Essência de boas lembranças;
Um formato de simplicidade;
Grãos de carinho feito flocos saborosos.
Eis que te o entrego sussurrando,
que é para não assustar os beija-flores
que porventura o espreitem.
Desejo que o saboreies em puro deleite.
Que lambas os dedos e sorria.
Pois que,
Eu te trouxe um versinho colhido na hora!
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Decadence

Fecham-se as portas lentamente
ranger de enferrujadas fechaduras
Ecoam tristemente.
um tom de semi breu me invade o ser.
Uma lágrima nega-se a rolar.
Será que vai chover?
Inquisitivo, fito o nada.
Desesperançoso, ando á esmo.
É tão íngreme a estrada.
Odioso, maldigo a vida,
Desprezo as rosas.
Esqueço a lida.
Se vai amanhecer? - Não importa!
Talvez escureça, vente ou esfrie.
Sou alheio, sou efêmero,
sou a horda.
E esta efemeridade que me invade
é o que ainda conservo na bagagem.
Afora isso, uma única saudade!
ranger de enferrujadas fechaduras
Ecoam tristemente.
um tom de semi breu me invade o ser.
Uma lágrima nega-se a rolar.
Será que vai chover?
Inquisitivo, fito o nada.
Desesperançoso, ando á esmo.
É tão íngreme a estrada.
Odioso, maldigo a vida,
Desprezo as rosas.
Esqueço a lida.
Se vai amanhecer? - Não importa!
Talvez escureça, vente ou esfrie.
Sou alheio, sou efêmero,
sou a horda.
E esta efemeridade que me invade
é o que ainda conservo na bagagem.
Afora isso, uma única saudade!
Um beijo
Olavo Bilac
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