domingo, 11 de outubro de 2009

Soneto para a Cidade Grande


O sol que te aquece,
o carro que passa.
e O dia envelhece
em sinais de fumaça!

Um ônibus parte,
outro ônibus vem.
grafite sem arte,
no muro de alguém.

Cidades de nós.
Concreto e pecado.
Espreita o algoz.

D'algum sonho encantado;
em desfecho atroz,
Que jaz no passado.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

AO MEU REDOR

Quando eu fui eu mesmo
e expressei minha vontade
e meus sentimentos.
Ecoaram lamentos.
Ao meu redor.

Dos que me amavam
em recíprocas palavras;
partiram críticas,
rancores, desamores.
Ao meu redor.

Então cedi,
abri mão de meus conceitos
pois, preconceitos,
brotavam em terra fértil.
Ao meu redor.

Hoje eu sou a lembrança
do que eu quisera,
do tanto que eu sorrira.
E todos voltaram, como herança.
E felizes se acomodaram.
Ao meu redor!

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Testamento de Poeta

Dentre os raros bens que deixarei,
(sem valor comercial algum).
Ficam os velhos chinelos,
disco do Chico, foto da Elis.
Um punhado dos sonhos mais belos,
de um dia ser feliz,...

Prá você que é meu amigo
deixarei uma rima curtinha.
Beijo expresso no papel,
entre uma e outra linha.

Te deixo também a certeza
desta cumplicidade desmedida.
Pois amizade como a nossa
transcende o tempo da vida.

Saibas que és especial
para este sonhador.
Pois que, amizade prá sempre,
É melhor que um curto amor!

domingo, 14 de junho de 2009

VERBOS X VERSOS

Anoitecer,
esfriar.
Perceber,
Chuviscar.
Envolver,
Relembrar.
Adormecer e
quiça sonhar!

E assim
conjugo verbos largados.
Absurdos, desmedidos.
Por vezes molhados,
incontidos.

Feito sina.
Que me faz andar a-toa,
retirando do lenço surrado,
mais um verso de saudades.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

TRISTEZA

Dentre palavras mal postas,
verdades não ditas e,
mentiras na areia.
Carrego no peito o fardo
da tua ausência.
Desta saudade,
nesta mórbida e inerte
falta de sossego.

Tristeza que me deixastes,
lembranças que me impusestes.
Sorriso que me roubastes.
Pois é!

Num devaneio reescrevo a vida:
És minha!
Estás comigo e em mim.
Te flerto num olhar
e sofregamente murmuro:
A TRISTEZA MORA LONGE!
Enfim,...