O amor antigo vive de si mesmo,
não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige nem pede. Nada espera,
mas do destino vão nega a sentença.
O amor antigo tem raízes fundas,
feitas de sofrimento e de beleza.
Por aquelas mergulha no infinito,
e por estas suplanta a natureza.
Se em toda parte o tempo desmorona
aquilo que foi grande e deslumbrante,
a antigo amor, porém, nunca fenece
e a cada dia surge mais amante.
Mais ardente, mas pobre de esperança.
Mais triste? Não. Ele venceu a dor,
e resplandece no seu canto obscuro,
tanto mais velho quanto mais amor.
Drummond
Somos um produto ainda em fase de construção, fruto das amizades que temos, do universo que nos rodeia, das lembranças, vivências e sobrevivências.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
sábado, 9 de janeiro de 2010
Atitudes x Palavras
Um tantão bem grande assim,
de sentimentos bons e palavras doces;
Perdem em disparada para uma única atitude má!
de sentimentos bons e palavras doces;
Perdem em disparada para uma única atitude má!
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
No Espelho
Olhando no espelho, desfilam reflexos afoitos;
Feito crianças em fila,
a atropelarem-se;
Pelo melhor lugar defronte ao palco.
São cenas de um passado recente
que, inconseqüente,
nem lutou para auto conjugar-se
num futuro mais-que-perfeito.
O mesmo espelho que outrora,
teimava em refletir uma felicidade tórrida
repleta de brilho no olho e futuros à imaginar,
tempos de verbo e espelhos,...
que mistura insólita!
E se é para fazer versos
de uma tristeza que não cicatriza
o poeta em seu refrão, no papel,
idealiza:
“Mescla de anjo e pecado,
onde fostes buscar o ardor?
N’algum lugar do passado,
sucumbistes ao sonhador,
que inerte, e ainda calado,
resgata em vão, os pedaços
De seu mais precioso amor “!
Feito crianças em fila,
a atropelarem-se;
Pelo melhor lugar defronte ao palco.
São cenas de um passado recente
que, inconseqüente,
nem lutou para auto conjugar-se
num futuro mais-que-perfeito.
O mesmo espelho que outrora,
teimava em refletir uma felicidade tórrida
repleta de brilho no olho e futuros à imaginar,
tempos de verbo e espelhos,...
que mistura insólita!
E se é para fazer versos
de uma tristeza que não cicatriza
o poeta em seu refrão, no papel,
idealiza:
“Mescla de anjo e pecado,
onde fostes buscar o ardor?
N’algum lugar do passado,
sucumbistes ao sonhador,
que inerte, e ainda calado,
resgata em vão, os pedaços
De seu mais precioso amor “!
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
domingo, 20 de dezembro de 2009
Eremita Urbano
No burburinho da cidade grande
é que eu me calo.
E calado:
Pensamentos a deriva navegam
sem compromisso de rumo.
Feito um eremita perdido
no meio da multidão.
Fico ensimesmado.
A procura de meu próprio eu,
que deve estar perdido e
maravilhado,
entre as luzes de Natal.
é que eu me calo.
E calado:
Pensamentos a deriva navegam
sem compromisso de rumo.
Feito um eremita perdido
no meio da multidão.
Fico ensimesmado.
A procura de meu próprio eu,
que deve estar perdido e
maravilhado,
entre as luzes de Natal.
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