segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

domingo, 31 de janeiro de 2010

Soneto Para o Tempo

E  longe no tempo há de ficar,
o tempo de ser criança.
Dos contos de Tio Oscar
e da Terça, a lembrança.


Ouvindo o pranto do rio.
Correndo na grama a vontade.
Sendo também arredio.
Meu Deus! É tanta saudade.


Mas o tempo, vil carcereiro
que nos soma anos de idade.
Faz-nos crescer, e matreiro:


Inventa todas as pressas
Trabalho, tristezas, dinheiro,...
Morremos cobrando promessas!

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

AS POESIAS


As poesias têm vida própria.
Elas nos usam para vir ao mundo;
Não pertencem a mão que as
trouxe à luz.
São de todos que as lêem.
E nós, tolos poetas
acreditamos que somos iluminados,
inspirados,...
Sequer escolhemos as poesias,
elas nos escolhem
e no final,
entre uma tristeza e outra,
nos acolhem. Por fim,
em suas entrelinhas.
Nos aquecem e secam nossas
lágrimas de nanquim.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Todas as Palavras


E se eu não tivesse:
Nascido?
Crescido?
Vivido?
Sentido?
Sofrido?
Contido?
Percebido?
Decidido?
e
Renascido?

Para onde iria o perfume das
flores?
O ventre da Ninfa?
A Flauta de Pan?
E todas as palavras que te
dediquei pelo caminho?
Em folhas amarelas de um papel
pelo tempo
carcomido!

sábado, 16 de janeiro de 2010

Sementes



E novamente, quando surgir o dia
tu verás com teus próprios olhos
que no ontem estavam as sementes
que colherás no amanhã!