quinta-feira, 10 de junho de 2010

Minha Vida

Em meio ao vazio
surgem calafrios.
Surge uma tristeza,
resquícios da incerteza.

Onde andará minha vida?
Quem herdará o pão?
Fruto da própria lida;
sustento do coração.

E se os pares de pegadas,
agora, já semi apagadas;
agora, só descaminhos.
Da rosa restam espinhos!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Minha Poesia

 
Minha poesia é uma doce encenação
que vaga por entre os sonhos,
os medos, os segredos e meandros;
Dos porões do coração.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Ciranda, Cirandinha

O amor que tu me destes
era pouco e se acabou.
O amor que eu te tenho
é tanto e muito ficou.
Se são de vidro os anéis;
Os corações ainda pulsam,
choram calados.
Estes não quebram.
Não cicatrizam nunca.
Jamais poderão ser colados!

Por isso dona Ciranda
entra dentro desta roda
diz um: "-- Te perdôo." bem agora.
Não digas mais adeus
e não tornes a ir embora.

O Ministério

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Ilha Minha

Das dores que a caminhada me impôs
transformei-as em lições;
Das lágrimas que brotaram
formou-se um rio;
Das pedras,
fêz-se uma ilha chamada felicidade.
E dos momentos que ainda desfruto?
Uso-os para construir o barco
que haverá de levar-me lentamente
até o tão ambicionado solo.
Onde os ilhéus de meu passado aguardam-me
paciente e festivamente!