segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Arco-íris

Se te decepcionaram,
se te mentiram,
se por algum motivo alguém feriu teu coração.
Se as pessoas que te rodeiam não atendem as
tuas expectativas,
se em algum momento você amou e não houve
reciprocidade.
Se as vezes você se sente uma ilha e nada
vê a sua volta.
Tenha em mente que na vida tudo são ciclos,
que basta apenas um único gesto para te cativar,
que um olhar pode dizer mais que mil palavras e,
que na estrada da vida, após a próxima curva
pode haver um mundo novo, repleto de atitudes surpreendentes
e seres iluminados.
Que sempre haverá uma recompensa no fim do arco-íris, mas ela
só é ofertada àqueles que Veem com os olhos do coração e que
a buscam com real empenho.

Basta apenas não desistir jamais.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Apaixonado

Quando tu passas graciosa,
me sinto teu jardineiro.
É como se fosses rosa,
a enfeitar meu canteiro.

Quando tu passas tão bela,
me sinto um rélis pintor.
Te imagino em aquarela
a retratar meu amor.

Mas se tu não passas não,
fica um vazio danado;
Invade meu coração.

Me vejo menino largado,
sem um pingo de emoção.
Será que estou apaixonado?

domingo, 15 de agosto de 2010

Tudo Passa

Passa a vida lá fora,
não passa a dor da ferida.
Passa a jovem senhora,
não passa a lembrança sofrida.
Passa o jovem de agora,
e não passa a esperança sentida.
Passam os dias, passam horas,
mas não passa o peso da lida.
Tudo passa sem demora
e vai passando a própria vida!

Cai uma gota de orvalho,
vem o sol, vira vapor.
Caem cartas de baralho,
da manga do enganador.
Envolta em antigos retalhos
foi que ocultei esta dor!

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Reflexos do Tempo

E é num pensar desgarrado,
perdido em divagações,
que revejo meu passado
e teço comparações.

Se antes menino levado
que foi à lida bem cedo.
Agora, o homem cansado,
por pelear com seus medos.

Introspectivo, reticente;
Meia dúzia de segredos, e
a incerteza de um presente.

O velho que vem, se abstrai,
e me passa um estar ausente.
E eis que reflete meu pai!

domingo, 8 de agosto de 2010

Para quem ainda tem seu pai,...

Espelho 

Por acaso, surpreendo-me no espelho:
Quem é esse que me olha e é tão mais velho que eu? (...)
Parece meu velho pai - que já morreu! (...)
Nosso olhar duro interroga:
"O que fizeste de mim?" Eu pai? Tu é que me invadiste.
Lentamente, ruga a ruga... Que importa!
Eu sou ainda aquele mesmo menino teimoso de sempre
E os teus planos enfim lá se foram por terra,
Mas sei que vi, um dia - a longa, a inútil guerra!
Vi sorrir nesses cansados olhos um orgulho triste..."


(Mario Quintana)