quarta-feira, 13 de outubro de 2010

As Metáforas do Criador

O Criador escreve em metáforas, para que nós homens, tentemos decifrar sua mensagem. Primeiro parecia impossível, depois o milagre.
Agora os "trinta e três" estão novamente entre nós!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Aos Cinquenta

Conforme a vida passa
fica aquela sensação,...
Fica mais forte a emoção.
Vai se esvaindo a pirraça.

Já não se tem tanta pressa!
Se atenua a vaidade.
E não há nada mais que impeça
de se chorar de saudade.

Sobra a lembrança do amor,
umas músicas da Elis.
Até amainou-se o fervor,

Pensa-se mais no que se diz;
Já é menos doida esta dor.
Parece mais fácil ser feliz.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Amor e/ou Sexo


AMOR: (ô), s. m. 1. Sentimento que impele as pessoas para o que se lhes afigura belo, digno ou grandioso. 2. Forte inclinação, de caráter sexual, por pessoa de outro sexo. 3. Afeição, grande amizade. 4. Objeto dessa afeição.

SEXO: (...)
4.Instinto (1) sexual e suas manifestações; sensualidade.
5.P. ext. Conjunção carnal entre dois indivíduos.
6.Os órgãos genitais externos.

Fazer (ou ter) sexo.
Ter relação sexual com alguém.


E por que a humanidade ainda insiste em confundir amor e prazer? Se via de regra, quem amamos não nos dá todo o prazer que buscamos e, quem nos dá tal prazer não necessariamente é o objeto de nosso amor.

Alguém tem a resposta?

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Uma Folha do Velho Diário de Bordo


A grande verdade é que nem ele entendia por que estava fazendo aquilo. Ou melhor, entendia sim. Tivera uma infância sem pai e isto, apesar de todos os esforços de sua mãe, lhe privara de um mundo de coisas que seus amigos tinham e teriam no futuro.
Decididamente ele não desejava tal destino à sua filha. Demorara quase vinte anos até decidir ser pai novamente e não poderia cometer os mesmos erros do passado ou repetir os de seu pai.
Por outro lado, depois de mais de quarenta anos de vida e alguns relacionamentos frustrados, finalmente encontrara o tão desejado “amor maduro” e, este era correspondido na mesma proporção. Finalmente ele se julgava um homem amado e feliz. Havia desistido a alguns anos, havia se resignado e sequer acreditava ainda no amor. Mas aquela pequena o arrebatara com uma intensidade que até então ele desconhecia.
Fora vítima passiva da melhor de todas as armadilhas da vida.
Mas ele desistira. Vivera um dilema existencial de proporções gigantescas, e este dilema, sem sombra de dúvidas o consumiria lentamente nos anos que se somariam ainda em sua vida. Talvez esta recordação o fizesse sorrir as vezes, sem que ninguém soubesse o motivo ou, o fizesse derramar uma lágrima vez que outra. Ao lembrar do semblante de seu amor maduro, chorosa na última vez que ele a vira, na rodoviária da cidade, acenando um adeus mudo e engolido a seco.
Agora, novamente resignado, voltara-se ao seu trabalho, uma das poucas coisas que lhe traziam prazer. Pena o tempo ser tão carrasco de todos nós. Ele não perdoa um dia sequer, que dirá anos e décadas. Surgem os cabelos brancos, as rugas, alguns problemas de saúde e, apesar da sabedoria adquirida a um alto preço, sobra somente a oportunidade de dividir esta vivência com quem porventura arrisque-se a ler estas poucas linhas.

20 de Setembro