quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Pintura


Pintas o detalhe
     do detalhe
           do detalhe;
e no abstrato da retina,
a mão, por vezes menina,
com uma leveza traquina,
Vem zoando da realidade,
brincando com a beleza
e pregando peças sutis.
Pintas o imperceptível.
E, por pintá-lo, na tela
imaginária e bela,
é que crias
este mundo melhor.
E contagias num sem pensar
a todos que te cercam!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Adeus à Fada


Eis que num dia, como noutro qualquer,
nasce um adeus. Fruto dos defeitos meus;
Filho dos vários "eus".
E antes que eu pudesse falar de amor,
descrever a dor,
ela se foi,...
Tão rapidamente quanto houvera chegado,
deixando em mim um legado,
levando um suspiro ofegado;
E os versos de agora?
São lamentos pelo "outrora",
daquele todo, uma parte.
E a parte que agora parte,
leva consigo a beleza da arte
e o dom de sonhar com fadas.
Resta ao poeta umas poucas
páginas rasgadas,
cuja poeira
certamente fará companhia
no fundo d'alguma lixeira!