Nas coxilhas do passado
Quero-quero, eu escutei.
São quimeras de outrora
e da prenda que eu amei.
O meu pingo me acompanha
comigo ele ri e chora.
Ri das chinas que deixei,
quando me ia embora.
o meu pala trás a marca
de um três listas lá de fora.
De um marido destratado,
que me pôs estrada afora.
O meu pampa é meu legado
e me orgulho a cada dia,
Sou gaudério e está firmado
nas vozes da Pulperia.
Sou filho da terra ungida
com sangue de maragatos e chimangos.
Abençoada e protegida
prima dos velhos tangos.
Somos um produto ainda em fase de construção, fruto das amizades que temos, do universo que nos rodeia, das lembranças, vivências e sobrevivências.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Provérbio
Um provérbio chinês
dizia algo que nem lembro mais;
Faz tanto tempo,...
Mas o provérbio está lá.
Queira-se ou não!
A encantar tanto os que o ouvem
como os que o repetem.
Ah, os provérbios,...
eles poderiam mudar o mundo!
dizia algo que nem lembro mais;
Faz tanto tempo,...
Mas o provérbio está lá.
Queira-se ou não!
A encantar tanto os que o ouvem
como os que o repetem.
Ah, os provérbios,...
eles poderiam mudar o mundo!
Eu Sei que Tu Sabes,...
O que eu não sei é se tu sabes que eu sei de tudo. Desde os segredos mais profanos até as verdades mais banais.
É eu sei.
E por sabê-lo beiro a insanidade dos versos confusos. Onde a realidade promíscua confunde-se com um devaneio á deriva.
Mas sabendo ou não sabendo, vou a esmo em busca do meu eu. Que eu perdi em algum lugar do passado, entre um conhecimento abstrato e uma mentira feita de bolhas de sabão. Desta que não duram mais do que o instante seguinte.
Se alguém encontrar-me por aí, favor devolver no endereço do e-mail deste que vos escreve.
Pois que as palavras borbulham e falta-lhes a identidade do criador. Quem as trará à luz se o próprio pai sequer entende sua origem pagã?
domingo, 23 de janeiro de 2011
Entrelinhas
Nos versos que escrevo
pouco a pouco me descrevo.
Em entrelinhas me exponho,
o que sou e o que suponho.
Em metáforas distorcidas,
as experiências vividas.
Os Pontos de exclamação:
Suspiros de um coração.
As vírgulas, coitadinhas:
Do caminho são as pedrinhas.
E as unidas reticências:
O desenrolar das vivências.
Interrogações desoladas:
Para as dúvidas da estrada.
Aspas, parênteses e grifados
a exaltar os apaixonados.
E, um ponto final bem conciso.
É agora o que eu mais preciso.
pouco a pouco me descrevo.
Em entrelinhas me exponho,
o que sou e o que suponho.
Em metáforas distorcidas,
as experiências vividas.
Os Pontos de exclamação:
Suspiros de um coração.
As vírgulas, coitadinhas:
Do caminho são as pedrinhas.
E as unidas reticências:
O desenrolar das vivências.
Interrogações desoladas:
Para as dúvidas da estrada.
Aspas, parênteses e grifados
a exaltar os apaixonados.
E, um ponto final bem conciso.
É agora o que eu mais preciso.
sábado, 22 de janeiro de 2011
Saudades
Sinto saudades doloridas
de certas pessoas queridas.
Que me são tão importantes.
Não que estejam distantes.
Mas sim, do que elas eram!
Do que elas foram e
do que representaram.
Em algum momento
deste meu inerte e
solitário lamento.
Assinar:
Postagens (Atom)




