Somos um produto ainda em fase de construção, fruto das amizades que temos, do universo que nos rodeia, das lembranças, vivências e sobrevivências.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Andanças (Releitura)
De galho em galho,
feito a ave perdida
nos encantos de fim
de orvalho,
fui pululando vida afora.
Estradas a dentro,
corações a esmo;
Olhares a deriva e,
pensamentos dispersos.
E assim, sem que eu percebesse
passaram-se os anos,
vieram as rugas,
foi-se o louro dos cabelos joviais.
Deram lugar ao cinza-vivência.
E estas palavras?
Elas nada mais são do que o resumo
de tantas andanças!
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Virtual
Quando não surge a lua;
Quando some o céu;
Quando escurece a rua;
E tudo vira breu,...
Quando a música para;
Quando o garçom vai embora;
Quando perco o tino;
E sem tino perco a hora,...
Quando procuro um afago;
Quando quero abrigo;
Eis que a tela se oferece
e lá está um amigo!
Quando some o céu;
Quando escurece a rua;
E tudo vira breu,...
Quando a música para;
Quando o garçom vai embora;
Quando perco o tino;
E sem tino perco a hora,...
Quando procuro um afago;
Quando quero abrigo;
Eis que a tela se oferece
e lá está um amigo!
(O que seria de nós sem a real virtualidade
de cada ombro amigo que
conquistamos aqui)?
domingo, 30 de janeiro de 2011
A ARANHA
A aranha meticulosamente
tece sua teia;
Suas presas. Presas!
Seu instinto predador
impiedoso e avassalador
vai tecendo, tecendo e tecendo.
Que presas haverá de consumir
no café da manhã?
sábado, 29 de janeiro de 2011
Poemeto de Sábado
E quando chega o sábado
até os passarinhos ouvimos.
(Os sons do amanhecer,...)
Bate a saudade da infância,
Do adulto, toda essa ânsia,...
Cheiro de café novinho.
até os passarinhos ouvimos.
(Os sons do amanhecer,...)
Bate a saudade da infância,
Do adulto, toda essa ânsia,...
Cheiro de café novinho.
(Ah, se tivesse bolinho).
Arrisco uma poesia.
Arrisco uma poesia.
Mas que heresia!
Esta embrenhou-se mato a dentro,
nos labirintos desta alma cansada.
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Soneto Para a Cidade Grande
O sol que te aquece,
o carro que passa.
O dia envelhece
em sinais de fumaça!
Um ônibus parte,
outro ônibus vem.
grafite sem arte,
no muro de alguém.
Cidades de nós.
Concreto e pecado.
Espreita o algoz.
D'algum sonho encantado;
em desfecho atroz,
Que jaz no passado.
o carro que passa.
O dia envelhece
em sinais de fumaça!
Um ônibus parte,
outro ônibus vem.
grafite sem arte,
no muro de alguém.
Cidades de nós.
Concreto e pecado.
Espreita o algoz.
D'algum sonho encantado;
em desfecho atroz,
Que jaz no passado.
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