sábado, 12 de fevereiro de 2011

Confissões em Jejum


Eu não sabia se eu queria te ler;
Eu não sabia se eu queria saber.
Não! Eu sabia sim.
Queria e queria muito.
Queria tanto! 
Pois estes últimos anos  
só aumentaram esta gana 
(misturada com saudade).
Ficou este sabor de quero mais,
e todos os devaneios do mundo.
Este poeta vadio, vagabundo,
ainda sonha com o teu cheiro,
com a maciez da tua pele 
e todo o teu amor!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Amar

Não há como direcionar o amor,
nem mensurar ou estancar.
Que o amor é burro e não obedece.
Tem vida e vontade próprias.
Será que amar ainda é aquela doação
na íntegra? Pejorativa e eterna?
Que os nosso avós ouviam nas rádio-
novelas,...
O amor tem prazo de validade e
amamos acima de tudo nossa capacidade
de amar o outro(a)?
O objeto de nosso amor é efêmero e reciclável.
Altamente reciclável, tal qual nosso dom de amar.
Deveria ter código de barras também, para cruzar afinidades
num grande banco de dados.
Mas não tem e, isto é que nos torna tão apaixonadamente
irracionais na maior parte do tempo.
Se o romper é doloroso. Amar, amar e amar ainda é o
melhor remédio para a alma, pois esta alimenta-se
de amor, que é gratuito e não tem contra-indicações.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Telas & Teclas


E eu me ponho a imaginar
se você existe,
ou se devaneio entre telas
e teclas.
As palavras que surgem,
que provém de você.
Soam feito uma silenciosa
música romântica.
Invade meu ser,
arranca um suspiro,
de súbito, me inspiro
e volto a viver.
Fração de segundos
que embora pareçam horas,
vão-se como a brisa.
Levam você, me tiram o doce.
Me trazem de volta
ao frio mundo onde não habitas.


"Exceto em meus sonhos mais
ousados"!