domingo, 20 de março de 2011

Você Não Veio

Horas e horas se passam.
A noite vem,
vc se vai.
Fica o sonho
do beijo não dado,
do abraço apertado,
do carinho roubado
e o coito alucinado.

Surge o dia.
você não vem.
A vida passa
a largos passos,
mas a lembrança,
mas o sabor do teu mel
ainda me faz salivar,
sentir e pecar!

sábado, 19 de março de 2011

NÓS, OS LOUCOS

E vem da lida, o suor;
da vida, o temor;
de um sonho, o ardor;
de devaneios, o amor
e da loucura,
o horror.


A insanidade,
esta lucidez desmedida,
descabida e mal
resolvida.
Embala o sono encantado,
como se fosse o primeiro;
como se fosse em janeiro.
E se não fosse um coitado,...
Tanto faz!


Pois onde andará o amigo?
Os loucos e os poetas?
sequer merecem castigo.
Sequer carecem jazigo!

quinta-feira, 17 de março de 2011

Lamentos de Outrora

Eis que num dia,
como noutro qualquer,
nasce um adeus.
Fruto dos defeitos meus;
Filho dos vários "eus".
E antes que eu pudesse falar de amor,
descrever a dor, ela se foi,...
Tão rapidamente quanto houvera chegado,
deixando em mim um legado,
levando um suspiro inspirado;
E os versos de agora?
São lamentos pelo "outrora",
daquele todo, uma parte.
E a parte que agora parte,
leva consigo a beleza da arte
e o dom de sonhar a dois.
Resta ao poeta umas poucas
páginas rasgadas, cuja poeira
certamente fará companhia
no fundo d'alguma lixeira!

terça-feira, 15 de março de 2011

O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE:

Dizer obrigado;
falar eu te amo;
dar um abraço;
pedir desculpas ou desculpar mesmo que em silêncio.
Ofertar um beijo,
olhar nos olhos e
brigar por quem você realmente gosta
não dói.
Não causa dependência e
são atitudes que você pode,
ao adiar, não ter mais chances de externar.
Portanto, jamais se prive de viver
estes momentos por motivos fúteis
ou princípios tolos.
Resumindo:
"Ame os que você ama até a exaustão,
sem ter vergonha de demonstrar isto".

segunda-feira, 14 de março de 2011

Ismália

Ismália
Alphonsus de Guimaraens

Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar...
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.

No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar...
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar...

E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar...
Estava perto do céu,
Estava longe do mar...

E como um anjo pendeu
As asas para voar...
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar...

As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par...
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar...