E novamente o branco papel
põe-se a minha frente,
como que a duvidar da caneta.
Em silêncio de pedra ele ri.
Ri da minha incapacidade
de formar uma frase,
um pensamento,
uma rima que seja.
Provavelmente ele ganharia a peleia
não fosse eu, num ímpeto mais afoito
rabiscá-lo com formas abstratas.
Linhas desconexas, traços fortes
e uma fragilidade incalculável
n'alma.
Será que venci?
Ou apenas sucumbi a esta
ausência perpétua
de inspiração?
Somos um produto ainda em fase de construção, fruto das amizades que temos, do universo que nos rodeia, das lembranças, vivências e sobrevivências.
quinta-feira, 24 de março de 2011
quarta-feira, 23 de março de 2011
Tic-tac
O tic-tac do despertador
jaz inerte numa gaveta de recordações.
Juntos estão um canivete de menino,
alguns rabiscos corroidos.
O sabor do primeiro beijo,
e todos os sonhos de guri
que esqueceram de virar
a realidade do adulto.
segunda-feira, 21 de março de 2011
Dia do Teatro
Ninguém sabe ao certo como e quando surgiu o teatro. Provavelmente nasceu junto com a curiosidade do homem, que desde o tempo das cavernas já devia imaginar como seria ser um pássaro, ou outro bicho qualquer. De tanto observar, ele acabou conseguindo imitar esses bichos, para se aproximar deles sem ser visto numa caçada, por exemplo. Depois, o homem primitivo deve ter encenado toda essa caçada para seus companheiros das cavernas só para contar a eles como foi, já que não existia ainda linguagem como a gente conhece hoje.
www.canalkids.com.br/arte/teatro/historia.htm
domingo, 20 de março de 2011
Você Não Veio
Horas e horas se passam.
A noite vem,
vc se vai.
Fica o sonho
do beijo não dado,
do abraço apertado,
do carinho roubado
e o coito alucinado.
Surge o dia.
você não vem.
A vida passa
a largos passos,
mas a lembrança,
mas o sabor do teu mel
ainda me faz salivar,
sentir e pecar!
A noite vem,
vc se vai.
Fica o sonho
do beijo não dado,
do abraço apertado,
do carinho roubado
e o coito alucinado.
Surge o dia.
você não vem.
A vida passa
a largos passos,
mas a lembrança,
mas o sabor do teu mel
ainda me faz salivar,
sentir e pecar!
sábado, 19 de março de 2011
NÓS, OS LOUCOS
E vem da lida, o suor;
da vida, o temor;
de um sonho, o ardor;
de devaneios, o amor
e da loucura,
o horror.
A insanidade,
esta lucidez desmedida,
descabida e mal
resolvida.
Embala o sono encantado,
como se fosse o primeiro;
como se fosse em janeiro.
E se não fosse um coitado,...
Tanto faz!
Pois onde andará o amigo?
Os loucos e os poetas?
sequer merecem castigo.
Sequer carecem jazigo!
da vida, o temor;
de um sonho, o ardor;
de devaneios, o amor
e da loucura,
o horror.
A insanidade,
esta lucidez desmedida,
descabida e mal
resolvida.
Embala o sono encantado,
como se fosse o primeiro;
como se fosse em janeiro.
E se não fosse um coitado,...
Tanto faz!
Pois onde andará o amigo?
Os loucos e os poetas?
sequer merecem castigo.
Sequer carecem jazigo!
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