terça-feira, 21 de junho de 2011

Mais um Gole


O gole que a mente bole
bole e a seco, engole.
Ao som da gaita de foles,
eu quero que não te enroles,
entornando o que te amole.
pois o gole que a mente bole
bole o juízo e recolhe
a razão que ora te acolhe.

domingo, 19 de junho de 2011

Madrugada

Da mesa de um bar
observa seu estranho mundo;
Sob sua etílica visão:
Duas ruas, dois luares,
duas lâmpadas, dois postes.
Dois, dois,... Dois de tudo!
 
Olha para dentro de si:
Duas mágoas, duas angústias.
Pares de fracassos, duas lágrimas.
Duas existências para suportar
este tudo em dobro.
Não vacila e pede ao garçom:
--- Um whisky duplo! Por favores,...

terça-feira, 14 de junho de 2011

Versos Matinais


Os versos que eu te trouxe,
eu os colhi de um jardim.
E era muito cedo ainda.
Vês, que ainda há gotículas
de orvalho,
nas letras minúsculas.
(eram lágrimas de um verso encarceirado).
E mesmo que eu fosse preso
por apanhá-los,
ainda assim eles estariam livres,
estariam soltos e viriam à ti.

Pois que não se pode
aprisionar um verso matinal.

domingo, 12 de junho de 2011

Ex-trada


Contemplo teu amor estático
a enfeitar meu passado.
Relembro meu amor enfático
que bocejou desvairado.
Contemplo, relembro;
Sigo? Paro? Não sei!
Tiro os olhos do retrovisor.
Miro insano a estrada íngreme.
Esta se oferece á minha frente
(feito noite eterna)
e me sussurra coisas.

"Coisas que jamais ouvira antes".