domingo, 10 de julho de 2011

Never


Sentimentos


Sinto a fome da carne,
na carne;
Sinto a sede da boca,
na boca;
Sinto saudades de ti,
em mim;
Sinto vontade de ter-te,
aqui.
Sinto a falta da carícia e,
malícia.
Sinto o som do teu gemer.
Prazer!
Sinto o tudo e o nada,
da estrada;
Sinto que nos perdemos.
Sofremos.
Sinto que ainda te amo.


-- E calado, reclamo!

domingo, 3 de julho de 2011

MONÓLOGO DOS MEIOS TERMOS

--- Não. Eu não tenho meios termos!
--- Ou tenho fome, ou estou saciado;
--- Ou estou feliz, ou estou triste;
--- Ou me amam, ou não sou amado.
--- Também não sei amar pela metade;
--- Não conheço meia entrega, meio beijo;
--- Sou feito de extremos.
--- Sou o que sou e, existo.
--- Se não é para mim, nem insisto.
--- Ou faço versos, ou tranco a porta.
--- Ou sou o tudo ou sou o nada.
--- Jamais seria o meio e, nem me importa
--- Sou o homem que ou ri ou chora. Para os seus.
--- Que te abraça ou que se afasta.
--- então, me dê a mão, ou diga Adeus!

sábado, 2 de julho de 2011

Frases e Palavras













Eu tenho aqui, prontas, uma meia dúzia de frases, que nem de longe dizem o que eu queria falar de verdade. As palavras são vadias, nos traem e fogem quando mais precisamos delas.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Vivências

De galho em galho,
feito a ave perdida
nos encantos de fim
de orvalho,
fui pululando vida afora.
Estradas a dentro,
corações a esmo;
Olhares a deriva e,
pensamentos dispersos.
E assim, sem que eu percebesse
passaram-se os anos,
vieram as rugas,
foi-se o louro dos cabelos joviais.
Deram lugar ao cinza-vivência.
E estas palavras?

Elas nada mais são do que o resumo
de tantas andanças!