quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Presente

O futuro?
Amanhã talvez,...

E o passado?
O passado é um jardim
que rego na memória.

Hoje é presente!
Sente?
Tem vida, cheiro de verde,
água na bica e poesia.
Precisa mais?

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Frutos

Viver e trabalhar,
trabalhar e viver.
Mas, entre meios
amar.
Pois que, sem imprimir amor
nada do que plantamos pelo caminho
haverá de brotar.
E não existe algo mais triste
do que um caminhar por solos áridos.
Sem frutos à distribuir no final.

Coisa prá dar,...

--- O tio. Tem coisa prá dar? Me perguntam do portão.
--- Hoje não tem nada. Afirmo da porta.
E elas seguem rua abaixo batendo nas casas. Cachorro do lado, boneca encardida no braço, sonhos desconhecidos na mente e quem sabe quantas tristezas no peito.
E tem sido assim a anos. Elas cresceram, trouxeram irmãs menores,
num ritual de tristeza e realidade que as vezes me corta o peito.
O que o futuro reserva para estas pessoinhas que a sociedade esqueceu?
Eu não sou a favor de dar-se o peixe, mas podíamos (sociedade) ensinar a pescar.
Ensinar os pais destas crianças a não beneficiarem-se desta tenra infância que passa na lida duvidosa e informal.
Podíamos tanto. Queríamos tanto. Nada fazemos enfim!
Talvez por que não sejam os nossos filhos que batem nas portas dos outros na esperança de uma simples refeição decente.

sábado, 6 de agosto de 2011

Dispensa Legendas

Rodapé


Semi inerte,
feito moribundo
ou um tanto vagabundo;
(Tanto faz)!
Eu lia as notícias do dia.
- Quantos morreram.
- Tantos acidentes.
- Dúzias de incidentes.
- As desgraças iminentes.
E foi daí que ocorreu-me:
E sobre o perfume das flores?
O nascimento de um amor?
O desabrochar de um poema?

Estes não valem sequer uma
pequena notinha de rodapé?