Amanhece lentamente:
Sinto cheiro de verde,
som de pássaros,
barulho de córrego.
Sinto o calor do sol
que vem vindo,
O doce de amar e
te ver sorrindo.
Firmo a vista,
pois que lá fora;
já é dia.
E cá dentro
é sintonia!
Somos um produto ainda em fase de construção, fruto das amizades que temos, do universo que nos rodeia, das lembranças, vivências e sobrevivências.
quinta-feira, 12 de abril de 2012
segunda-feira, 9 de abril de 2012
sábado, 7 de abril de 2012
Musa
Reverso?
Anverso?
E por pensar
demais
eu me disperso.
Desconverso,
em devaneios
submerso.
Perdido em teu
universo.
A procurar em
teus detalhes,
a nascente,
dos meus
versos!
domingo, 1 de abril de 2012
Indigno
Sou indigno!
E uso palavras poucas
salpicadas num refrão.
Misto de sílabas roucas
e vindas do coração.
Mas eis que fé e amor
convivem em harmonia.
feitio de vaso de flor,
que perfumam o meu dia.
E assim, eu te suponho
pai, juiz e protetor.
Que me inspira mais um sonho
e faz de ti meu senhor.
Não permitas que eu pereça
sem viver na plenitude;
faz sim, com que eu mereça,
que eu sempre tenha atitude.
E que, no limite da vida
que eu te sorria mui grato;
por ter me dado o dom da lida
e conhecido o amor, de fato!
E uso palavras poucas
salpicadas num refrão.
Misto de sílabas roucas
e vindas do coração.
Mas eis que fé e amor
convivem em harmonia.
feitio de vaso de flor,
que perfumam o meu dia.
E assim, eu te suponho
pai, juiz e protetor.
Que me inspira mais um sonho
e faz de ti meu senhor.
Não permitas que eu pereça
sem viver na plenitude;
faz sim, com que eu mereça,
que eu sempre tenha atitude.
E que, no limite da vida
que eu te sorria mui grato;
por ter me dado o dom da lida
e conhecido o amor, de fato!
quinta-feira, 29 de março de 2012
Poesia exploratória a você
Quem alisa meus cabelos?
Quem me tira o paletó?
Quem, à noite, antes do sono,
acarinha meu corpo cansado?
Quem cuida da minha roupa?
Quem me vê sempre nos sonhos?
Quem pensa que sou o rei desta pobre criação?
Quem nunca se aborrece de ouvir minha voz?
Quem paga meu cinema, seja de dia ou de noite?
Quem calça meus sapatos e acha meus pés tão lindos?
Eu mesmo.
Millôr Fernandes
Millôr Fernandes.
Quem me tira o paletó?
Quem, à noite, antes do sono,
acarinha meu corpo cansado?
Quem cuida da minha roupa?
Quem me vê sempre nos sonhos?
Quem pensa que sou o rei desta pobre criação?
Quem nunca se aborrece de ouvir minha voz?
Quem paga meu cinema, seja de dia ou de noite?
Quem calça meus sapatos e acha meus pés tão lindos?
Eu mesmo.
Millôr Fernandes
Poeminha de Louvor ao "Strip-tease" Secular
Eu sou do tempo em que a mulher
Mostrar o tornozelo
Era um apelo!
Depois, já rapazinho, vi as primeiras pernas
De mulher
Sem saia;
Mas foi na praia!
A moda avança
A saia sobe mais
Mostra os joelhos
Infernais!
As fazendas
Com os anos
Se fazem mais leves
E surgem figurinhas
Em roupas transparentes
Pelas ruas:
Quase nuas.
E a mania do esporte
Trouxe o short.
O short amigo
Que trouxe consigo
O maiô de duas peças.
E logo, de audácia em audácia,
A natureza ganhando terreno
Sugeriu o biquíni,
O maiô de pequeno ficando mais pequeno
Não se sabendo mais
Até onde um corpo branco
Pode ficar moreno.
Deus,
A graça é imerecida,
Mas dai-me ainda
Uns aninhos de vida!
Eu sou do tempo em que a mulher
Mostrar o tornozelo
Era um apelo!
Depois, já rapazinho, vi as primeiras pernas
De mulher
Sem saia;
Mas foi na praia!
A moda avança
A saia sobe mais
Mostra os joelhos
Infernais!
As fazendas
Com os anos
Se fazem mais leves
E surgem figurinhas
Em roupas transparentes
Pelas ruas:
Quase nuas.
E a mania do esporte
Trouxe o short.
O short amigo
Que trouxe consigo
O maiô de duas peças.
E logo, de audácia em audácia,
A natureza ganhando terreno
Sugeriu o biquíni,
O maiô de pequeno ficando mais pequeno
Não se sabendo mais
Até onde um corpo branco
Pode ficar moreno.
Deus,
A graça é imerecida,
Mas dai-me ainda
Uns aninhos de vida!
Millôr Fernandes.
Assinar:
Postagens (Atom)





