segunda-feira, 7 de maio de 2012

Amiga

A AMIGA

            (OMITO-LHE O NOME) 
   
   



A amiga,
por vezes não é amiga,
pode ser musa,...
Que instiga!
Também o que importa?
Nada é sério.
Quando se sorri com lágrimas.
Abaixo os crocodilos,
vivam os amigos.
Com ou sem fumaça,
sem ou com pirraça.
Sem ou com, com ou sem,...
Momentos de puro prazer.
Sem um toque sequer
que apodreça o belo,
que transmute em amarelo
o multicores de amizade.
Vivam as amigas,
sobrevivam as musas,
ou vice-versa!

CFGauss & Nana

Este poema tem mais de 20 anos e. num passe de mágica, surge em minha TL, a doce Nana. Bem vinda de volta guria. Beijos em você!

domingo, 29 de abril de 2012

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Sereno

Vivia eu, por intermináveis momentos
das palavras que tão bem ornavas,
devaneios, desvarios, sentimentos
diretamente em meu ser, sussurravas.

Eis que surge a inércia da razão
a iluminar o doce da penumbra amante,
de soslaio, dissolve-se a sedução
inimiga sórdida, vil e inconstante.

Mas se desagrada-te em meu existir
meu jeito estranho de amar
milhões de estrelas ainda haverão de sorrir
quando a lua tristonha fugar.

E eu, sereno e grisalho,
chorarei por tua ausência.
Tal gota, fria, de orvalho
das noites de minha querência!

domingo, 22 de abril de 2012

Eu Te Parabenizo

Pelo sonho sonhado,
pelo beijo não dado.
Pelo carinho abortado,
o sorriso amarelado.
pelo peito rasgado
e pelo ousar sufocado.

Eu te parabenizo
pelo teu aniversário,
e te afago,
e te choro.
Mirando inerte, o calendário.

Mas também te desejo sorte,
te desejo vida
e te desejo amor.
Que tu aches um norte.

Aquele abraço que não nasceu,
que virou a utopia
da noite sem lua
em que tudo foi breu.

Aquele abraço não vai morrer.
Fica guardado na memória;
na gaveta das coisas
que poderiam acontecer!

domingo, 15 de abril de 2012

Carcereiro

E Veio o dia,
sorrateiro;
No poste um passarinho,
festeiro;
Passa a carroça do pão,
ah, o cheiro!
Ladra o cusco ao pangaré,
rotineiro!

Nem lembro se era junho
ou janeiro;
Talvez dois pares de décadas,
tão ligeiro.
Cena que a memória guardou
em cativeiro.
E graças ao bondoso sabiá,
trigueiro,
é que volto no tempo e, liberto.
Neste exato momento;
Sou nostálgico carcereiro!