segunda-feira, 25 de março de 2013

Passeio


E nos passeios que invento,
imaginando trajetos;
Tem um tanto de relento,
de outono, de folhas mortas.

E um outro tanto de vento.
Tem lugares prá passear;
Igreja, pracinha e lago.
(Brincar, cantar e bradar).

Por-do-sol e chimarrão.
Lembrar o guri de outrora,
noventa por cento emoção
No decote das senhoras.
vai toda a imaginação.

Ah, os passeios que invento,
e todos que vou fazer;
me caem como alimento.
No Porto de meu viver!

domingo, 24 de março de 2013

Teu Nome

E eu bradei ao vento,
em vão, o teu nome.
Bradei, cansei, repeti;
De meus olhos nasceram
lágrimas de saudade,
e teu nome balbuciei.
Mesclado ás lembranças
dos momentos em que
fomos unos.
Bradei, cansei, dormi.
E em sonho teu nome chamei.
Me sorrias e acenavas um Adeus.
De sobressalto acordei.
Ainda era breu e eu
estava só.
Por fim, sobraram recordações.
Doces recordações cujos flashes
permanecem intactos na memória.
E em cada um deles, brado
teu nome aos ventos.
Mesmo que jamais venhas
a atender meus chamados!

sexta-feira, 22 de março de 2013

Finitos

Somos finitos!
E, por sabe-lo,
devemos caprichar em dobro
amar em dobro,
suspirar em dobro.
Enfim,
vivermos até a exaustão.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Sobre Fugas e Luxúrias


Se eu não puder gritar,
se eu não puder fugir.
Se eu nem puder sentir,
ou simplesmente falar.

É por que o mundo mudou,
é por que o sonho morreu.
É que o amanhã não vem,
o que era mal virou bem.

Já não sou o mais seleto,
nem tampouco iluminado.
Talvez, um tanto incorreto;

Talvez, o ainda secreto
que deita-se com a luxúria
e morre mais a cada fúria.