sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Pecar ou não Pecar?

Então acordamos pela manhã, tomamos nosso café, olhamos a internet. Um breve "oi" aos amigos. O relógio cobra os minutos a mais na cama.
Mas a dúvida da noite anterior permanece: Afinal, o que é o pecado?
A humanidade viveu os últimos dois mil anos sob as leis de uma constituição semi bárbara e altamente punitiva de país nenhum.
Como não pecar ou pecar menos? Onde fica o limite entre o certo e o errado? Quão tênue é esta linha?
Se eu me preparar mais e ganhar mais do que preciso para sobreviver? É pecado?
E sorte e azar? Se eu achar dinheiro na rua é sorte minha, mas azar de quem perdeu. Deus verá que fiquei com o dinheiro?
Se continuar questionando assim, será que deixarei de ir para o céu?
Não seria o pecado algo de dentro prá fora, e não apenas um conceito interpretado do que o outro acham sobre como devemos agir coletivamente?
É certo que alguns pecados merecem ser cometidos, outros não. Nossa criação nos mostra quais sim, quais não.
Indo agora para o trabalho. A dúvida continua comigo feito chiclet's grudado no canto direito inferior do cérebro.

Serei eu um pecador contumaz?

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Entrelinhas

Nos versos que escrevo
pouco a pouco me descrevo.
Em entrelinhas me exponho,
o que sou e o que suponho.
Em metáforas distorcidas,
as experiências vividas.
Os Pontos de exclamação:
Suspiros de um coração.
As vírgulas, coitadinhas:
Do caminho são as pedrinhas.
E as unidas reticências:
O desenrolar das vivências.
Interrogações desoladas:
Para as dúvidas da estrada.
Aspas, parênteses e grifados
a exaltar os apaixonados.
E, um ponto final bem conciso.
É agora o que eu mais preciso.

Indisciplina


Ele fala “A”, eu entendo “A”, não concordo porque penso “B, C, D”, um alfabeto inteiro de devaneios e metáforas desaforadas que ouso despejar. 
Juro que queria ser uma gueixa doce e cordata, tento, mas quando vejo as palavras já me escapuliram... pura falta de trato de dono dizendo firme: Quieta! Junto!

Aklla

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Inspiração


    "Dai-me a alegria. Do poema de cada dia. 
    E que ao longo do caminho. 
    Às almas eu distribua. Minha porção de poesia". 

    Mário Quintana

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

O Tempo

As vezes o tempo nos recicla, as vezes não. Somos humanos e erramos e acertamos com uma frequência desmedida. O que a gente não repara na hora é que o tempo passa numa velocidade desenfreada.
Na verdade somos reféns de um silencioso relógio que não para nunca numa estrada de mão única. Via de regra não temos a oportunidade de cometermos duas vezes o mesmo erro.
Cazuza dizia que o tempo não para e não para mesmo. Hoje eu me arrependo dos erros que deixei de cometer por pura parcimônia de viver cada momento, acender um cigarro em cada fagulha, dançar cada tango, gafieira ou valsinha. Mas arrependimento é um sentimento pequeno e vivemos em busca de sermos mais nobres ante as verdadeiras obscenidades que a vida nos apresenta.
As vezes conseguimos, as vezes não. Eu chamo isso de erros e acertos. E você? Como lida com isso?

Hoje começamos uma nova fase neste espaço e convidamos quem venha nos visitar a divagar, opinar, repensar e interagir. 
Estamos certos?
Talvez. Isso é o que menos importa. O que conta é externarmos estes fragmentos que nos assolam. Que invadem a mente e causam verdadeiros rebuliços interiores.
Vem conosco,... 
Anarquize-se!