terça-feira, 10 de novembro de 2015

Sentir é a Melhor Parte

Num mundo de fast food,
faz de conta e flor melosa;
Surge uma borboleta
que voa todinha prosa.

Voa por que é primavera,
colorida, obra de arte;
Serena, feito quimera e
altiva como estandarte.

Num ímpeto de ousar:
Frágil qual baluarte,
enaltece cada eriçar;
Pois sentir é a melhor parte.

Nem sonha que é inspiração,
devaneio ou vã miragem.
Pois que fez-se coração,
da alma virou tatuagem!

domingo, 8 de novembro de 2015

Inspiração



O QUE ME AGRADA DE TEU CORPO É O SEXO
O QUE ME AGRADA DE TEU SEXO É A BOCA
O QUE ME AGRADA DE TUA BOCA É A LÍNGUA
O QUE AGRADA DE TUA LÍNGUA É A PALAVRA (CORTÁZAR)

Aklla

Auto Inquisição

Pois então você olha a tela. Esta tataraneta da inquisição. Pensa, repensa e não sai nada. Há um abismo entre o que você queria expor e aquele monte de teclas.
Fica uma sensação de impotência misturada com cheiro de café passado na hora.
Ah, tem passarinhos lá fora, que ignoram por completo a minha falta de capacidade de dizer coisas simples e cotidianas.
Eles são felizes. Precisam de pouco e mesmo assim, mesmo sem saber, gratuitamente nos dão tanto!


Feito pássaro, calado eu canto
(escondido num canto da vida);
As vezes riso, as vezes pranto.
Tanto faz. Acordar é lida!

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Pecar ou não Pecar?

Então acordamos pela manhã, tomamos nosso café, olhamos a internet. Um breve "oi" aos amigos. O relógio cobra os minutos a mais na cama.
Mas a dúvida da noite anterior permanece: Afinal, o que é o pecado?
A humanidade viveu os últimos dois mil anos sob as leis de uma constituição semi bárbara e altamente punitiva de país nenhum.
Como não pecar ou pecar menos? Onde fica o limite entre o certo e o errado? Quão tênue é esta linha?
Se eu me preparar mais e ganhar mais do que preciso para sobreviver? É pecado?
E sorte e azar? Se eu achar dinheiro na rua é sorte minha, mas azar de quem perdeu. Deus verá que fiquei com o dinheiro?
Se continuar questionando assim, será que deixarei de ir para o céu?
Não seria o pecado algo de dentro prá fora, e não apenas um conceito interpretado do que o outro acham sobre como devemos agir coletivamente?
É certo que alguns pecados merecem ser cometidos, outros não. Nossa criação nos mostra quais sim, quais não.
Indo agora para o trabalho. A dúvida continua comigo feito chiclet's grudado no canto direito inferior do cérebro.

Serei eu um pecador contumaz?