terça-feira, 19 de março de 2013

Orvalho


Vivia eu, por intermináveis momentos
das palavras que tão bem ornavas,
devaneios, desvarios, sentimentos
diretamente em meu ser, sussurravas.

Eis que surge a inércia da razão
a iluminar o doce da penumbra amante,
de soslaio, dissolve-se a sedução
inimiga sórdida, vil e inconstante.

Mas se desagrada-te em meu existir
meu jeito estranho de amar
milhões de estrelas ainda haverão de sorrir
quando a lua tristonha fugar.

E eu, sereno e grisalho,
chorarei por tua ausência.
Tal gota, fria, de orvalho
das noites de minha querência!

2 comentários:

Quase nos "entas" disse...

Que lindo....
beijinho

Ayesk@ disse...

Sim, mesmo quando a Lua estiver tristonha, milhões de estrelas haverão de sorrir!

Suas reflexões sempre poéticas.


bjs doces,